Agenda

Próximos Eventos

novembro 2018
Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

Estações

 ESTAÇÕES METEOROLOGICAS
ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS
Veja Aqui

FESTIVAL FILOSOFIA EM MAÇÃO

FILOSAFIA MACAO

 

 

Começa esta semana o Festival de Filosofia de Abrantes, que decorrerá entre os dias 9 e 18 de novembro 2018, certame programado e articulado entre as edilidades de Abrantes, através da Biblioteca Municipal António Botto, Município de Mação, Município de Sardoal, Clube de Filosofia de Abrantes e a Palha de Abrantes, Associação de Desenvolvimento Cultural.
A edição deste ano será dedicada à temática “A inteligência artificial, o trabalho e o humano”, destacando-se o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e a atribuição de um prémio de vida a Eduardo Lourenço.
O programa contempla uma Conferência em Mação, no dia 10 de novembro, pelas 10h00.

 

10 de novembro de 2018 (sábado) - 10h00
Auditório do CC Elvino Pereira Mação
GONÇALO MARCELO - Impacto Social da Quarta Revolução Industrial: Desafios Éticos e Políticos
STEVEN S. GOUVEIA - Transhumanismo e Inteligência Artificial: pressupostos filosóficos e consequências éticas
Moderação: Vera Dias António
 

SINOPSES DOS TEMAS A ABORDAR EM MAÇÃO:


Impacto social da Quarta Revolução Industrial: desafios éticos e políticos
Esta apresentação fará um ponto de situação sobre algumas das previsões associadas à quarta revolução industrial e à forma como ela provavelmente transformará radicalmente o mercado de trabalho, incluindo a possibilidade de aumento significativo do chamado "desemprego tecnológico", isto é, da destruição de postos de trabalho devido à substituição das pessoas pelos processos de automatização e robotização em algumas tarefas. Argumentar-se-á que esta transformação, que se antecipa poder vir a ser radical, colocará às sociedades mais industrializadas um enorme desafio social que, ao mesmo tempo, levanta a questão de uma reflexão ética e política sobre o bem comum. Se o desemprego tecnológico em grande escala vier a ser realidade, e caso se queira evitar um aumento significativo da pobreza e da desigualdade, será preciso encontrar políticas públicas adequadas para fazer face a esse problema. Mas isso pode, ao mesmo tempo, ser ocasião para repensar o papel do trabalho e do ócio na vida humana e no seu sentido. Discutir-se-ão, pois, os desafios éticos e políticos desta revolução, mencionando igualmente o aprofundamento e renovação do Estado Social e a implementação de um rendimento básico incondicional como possibilidades a considerar neste contexto.

 

Transhumanismo e inteligência artificial: pressupostos filosóficos e consequências éticas
A acusação ingénua de que o pensamento filosófico é inútil e inadequado para pensar a realidade vê-se facilmente refutada quando uma das questões mais relevantes do século XXI surge, isto é, quando é necessário pensar uma ética da inteligência artificial e de toda a tecnologia associada a esta área de estudo que é, já por si, influenciada por diversas disciplinas da filosofia (metafísica, epistemologia, filosofia da mente, etc). Deste modo, iremos vagamente dissertar sobre a possibilidade lógica e empírica de uma verdadeira inteligência artificial. De seguida, falaremos no impacto que este tipo de tecnologia poderá causar na definição de ser humano (que supõe uma naturalidade que contraria uma suposta artificialidade) através de uma série de tecnologias que têm surgido no panorama mediático (e.g. a hipótese do mind-uploading, a criopreservação cerebral, a singularidade tecnológica, etc.). Concluiremos com a desconfiança de que todas estas tecnologias supõem pressupostos filosóficos bastante dúbios e que devemos olhar para estas propostas com mais cepticismo. Esta conclusão sairá da nossa prova de que, geralmente, os investigadores da inteligência artificial e áreas subjacentes (ciências da computação, informática, ciência cognitiva, etc.) assumem diversas teses sobre o funcionamento do nosso cérebro que podem estar profundamente equivocadas. Sugere-se que estes investigadores simplificam em demasia a complexidade computacional do sistema nervoso central e periférico. Debateremos, ainda, uma das teses transhumanistas mais fundamentais, nomeadamente, a ideia de que a morte é como uma doença que deve ser erradicada o quanto antes. Partiremos dos argumentos de Epicuro e Lucrécio sobre a morte para detalhar com mais precisão os pormenores da proposta transhumanista. Finalmente, defenderemos que é necessário começar a pensar rigorosamente estes temas que marcarão as próximas décadas e que poderão ser decisivas para o próprio futuro da humanidade como a conhecemos nos nossos dias.

 

ffa PROGRAMA